Eliza era uma menina doce, uma daquelas rosas sem espinho,
Fácil de manejar, sem retorços nem chorinhos.
Eliza, uma menina contente.
Eliza, uma menina sorridente. Sorridente desde pequena, mesmo quando não tinha dentes.
Era tão pequena quanto uma pétala, tão sútil quanto uma brisa.
Sempre muito sutíl,
Sempre muito pequena,
Andava de mãos dadas com seu tempo,
passeava com seu cachorro e não olhava em seu relógio.
Um belo dia foi-se para sempre, suave.
Ganhou a leveza que tanto quis, leveza pesada o bastante para pesar consciências.
Eliza passou a existir no momento em que deixou de se ferir.
Mas lembro, como se fosse mês passado. Pena que realmente fora.
Eliza caminhava por sua rua, com seu cachorro. Conversava com seu horizonte. Seu cachorro não parara de latir desde que eu a vira.
Eliza, sempre muito graciosa, soltou a corrente de seu querido com mais um sorriso, e seu querido nunca mais voltara. Deve ter sido naquele instante que a pequena Eliza percebera quem a prendia em seu dia-a-dia.
Quem a soltaria não haveria de ser outra.
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Um comentário:
Farewell....
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