- Senhor, o senhor está servido?
Era incrível como esta gente achava que dinheiro podia comprar educação. Tudo o que o Velho soube fazer foi um súbito "ãhn...". E, vejam bem, um aceno, como que deixando óbvio que sim.
- Obrigada - afinal: ou só respondia isso, ou...
- Moça...? - chamava-lhe uma criança da mesma mesa.
- Sim? - sorria-lhe.
- Qual seu nome? - deixando, tanto criança quanto ela própria, envergonhados.
- Eli...
- Mas isso é coisa que se pergunte, pequeno? - ralhava com ele outra pessoa da mesa, uma senhora, que estava mais para Bisa do que para Avó.
Eliza apenas continuou sorrindo.
"Velha, bruxa, grossa, plastificaaaada!". E saiu.
Não estava legal. Aquele não era o seu meio, não podia ser!
Chegou no balcão em frangalhos. Apoiada, era quase visível uma fileira de pedras pesadas em suas costas.
- Mais um clente chato? - dizia o rapaz atrás do balcão.
- Não, 'magina.
Os dois olharam-se. Eliza respirou fundo, sorriu forçado e voltou a circular entre as mesas.
"Pensa na grana, pensa na grana!". Fazia de sua necessidade, também seu mantra.
O restaurante estava lotado; muitos a atender, poucos, muito poucos, a gorjetear, nem que fossem boas palavras.
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2 comentários:
como assim, outro Blog????
Quem sabe esse eu leio os posts até o final. :D
A Eliza morreu na Segunda...
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